segunda-feira, 18 de junho de 2012

10 coisas nem tão maravilhosas de ser mãe!

1) Sono diferente


Mãe alguma do mundo volta a dormir do mesmo jeito que antes, quando não tinha filhos. O incômodo começa lá pelo sétimo mês de gravidez, quando o peso da barriga, os chutes, as dores nas costas e a urgência de urinar impedem horas seguidas de sono. Depois, a amamentação exige levantar a cada três horas –na melhor das hipóteses, já que há bebês que sentem fome a cada 60 minutos. A criança cresce e aí surgem os percalços para tirar as fraldas, a fome noturna (sim, ela continua), os medos noturnos, a falta de sono durante a madrugada etc. E, quando os filhos crescem, as mães dormem mal por conta das preocupações com boletins, bullying, violência, festinhas, vestibular, drogas...

2) Acordar cedo (muito cedo)

Apavorada com a perspectiva de noites mal dormidas? Pois prepare-se: durante a primeira infância (até por volta dos cinco anos), as crianças costumam acordar muito cedo. Algumas, por volta das 5h, 5h30, e com o maior pique. "O jeito é descansar quando dá e tirar um cochilo assim que a criança fechar os olhos", sugere a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "Tentar dividir as tarefas com o parceiro, adotar medidas como a ginástica e uma alimentação saudável para manter o ânimo também ajudam muito", conta.

3) Economizar com as próprias vontades e esbanjar com a criança

Suas botas são as mesmas do inverno passado? Do retrasado? Em compensação, as botinhas das crianças –que servirão por apenas uns três meses, no máximo– pertencem à última coleção lançada? Perfeitamente normal. "Quando se tem filhos, eles são a prioridade. Então, o orçamento se estica ou flexibiliza para dar conta dessas demandas. O mais impressionante é que a maioria das mulheres, mesmo as mais vaidosas e consumistas, nem se ressentem disso. Ao fazer algo que beneficie a criança, indiretamente beneficiam a si mesmas", diz a psicóloga Marta Rita Leopoldo, especialista em neuropsicologia.

4) Ficar obcecada por cocô e xixi

A clássica piadinha de que mães de recém-nascidos só sabem falar de cocô e xixi e suas texturas e quantidades condiz com a realidade. Mas, na verdade, o envolvimento de uma mulher com as necessidades fisiológicas de seus filhos é ainda mais forte no âmbito particular e continua mesmo depois que as fraldas são abandonadas. Mulheres vivem cheirando o xixi, em busca de alterações no cheiro ou na cor que identifiquem uma infecção urinária, e observando fezes, para verificar se o intestino de seus amores está funcionando bem.

5) Entender que nunca mais terá atenção total às tarefas

Segundo Marta Rita Leopoldo, especialista em neuropsicologia, durante a gravidez, o cérebro feminino sofre mudanças radicais. A profusão de hormônios que o corpo recebe para que uma mulher se torne mãe provocam transformações que permanecem por toda a vida. Uma delas é a inabilidade para se dedicar totalmente a qualquer tarefa. "O filho nunca sai dos pensamentos. Mesmo que a mulher esteja envolvida com um projeto, uma atividade doméstica, uma reunião ou um texto que precisa escrever, a criança está lá, no cantinho da cabeça dela, em preocupações sobre alimentação, educação, saúde, saudade, futuro etc.", diz a especialista. "No campo profissional, a não ser que a mulher deseje ser uma executiva poderosíssima e delegar totalmente à escola e à babá a tarefa de criar, educar e amar seu filho, todas têm de se virar para dar conta de tudo. E isso inclui noites em claro para terminar o trabalho, sair correndo do escritório para levar uma criança doente ao hospital, cobrança e insensibilidade de chefes, cansaço, culpa...", explica.

6) Desfrutar refeições tumultuadas

Esqueça os jantares românticos em restaurantes chiques com o seu parceiro. Restaurante, com filhos, precisa ser bem claro, ter cadeirão, menu infantil, giz de cera e papel para rabiscar... E, acredite, nem tudo isso é o suficiente para a criança comer direito –principalmente por volta dos dois anos, quando mesmo a mais glutona das criaturas começa a ficar chatinha para se alimentar– e ficar quieta, sem fuçar no seu prato ou tentar fugir do cadeirão para correr pelo local. Em shoppings, o cenário é ainda mais aterrador, pois pai e mãe nunca conseguem comer juntos –enquanto um busca o prato do filho o outro come, e quando o outro volta é hora do que ficou na mesa tentar alimentar a criança...

7) Intromissões

"Todo mundo tem um comentário edificante ou um palpite ótimo, elaborados a partir da própria experiência, e vai querer compartilhá-los com você, mesmo que não a interesse nem um pouco", diz Suzy Camacho. E não pense que os conselhos vêm só do seio familiar, não. Além dos avós, que sempre vão achar que a criança come pouco, até mesmo estranhos na sala de espera do pediatra vão querer esbanjar sabedoria nos seus ouvidos, ainda que de modo sutil, apenas comentando que faz determinada coisa de modo "diferente", ou seja, "corretamente". O segredo: "Sorria e filtre", diz Suzy.

8) Vida sexual desestabilizada

Não são apenas as mais loucas fantasias e práticas sexuais que ficam temporariamente suspensas com o nascimento de um bebê. Até as rapidinhas ficam comprometidas. "Crianças pequenas exigem uma energia enorme. Ao fim do dia, a mulher está exausta", comenta a psicóloga Marta Leopoldo. Para os homens, nem há tanto problema, já que se motivam rapidamente. Uma mulher, no entanto, é mais difícil ficar excitada apenas cinco minutos depois que o anjinho dormiu, depois de ouvir a história da "Branca de Neve" sete vezes, uma para cada anão. O jeito é marcar na agenda o dia (e até o horário) de fazer sexo, namorar no chuveiro, deixar a criança com os avós para encarar um motel.

9) Medos nunca antes experimentados

O pavor de lagartixa, barata ou cobra se torna fichinha perto dos temores de uma mãe. Os principais são o medo de perder o filho e o de morrer e deixá-lo desprotegido ou sozinho. Infelizmente, nem todo o zelo do mundo é capaz de preservar uma criança, ou a si mesma, de todos os males. "É preciso pensar no que se pode fazer e tomar as medidas necessárias para isso. Usar cinto de segurança, pegar a mão da criança para atravessar a rua etc.", declara Suzy Camacho. E aprender a aceitar que não se tem controle sobre tudo.

10) Sentir culpa o tempo todo

A mulher está no escritório e sente um aperto no coração ao contemplar a foto do filho sobre a mesa. Com a criança, rolando no tapete, pensa que talvez, se não tivesse se tornado mãe, poderia alcançar um cargo melhor no trabalho. Se o filho pede um brinquedo, e chora para ganhá-lo, a mãe dá, para aplacar a angústia do tempo que fica longe dele. Ao mesmo tempo, sente-se péssima pois julga errado e pouco educativo o que fez. Exemplos não faltam para ilustrar a culpa materna, mal que toda mulher adquire desde que o teste de gravidez dá positivo e que vai acompanhá-la para todo o sempre. "Não existe solução. A não ser tentar viver o momento presente com total dedicação e encarar qualquer etapa como um aprendizado", diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria.
Fonte:http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-bebes/noticias/redacao/2012/06/18/veja-20-coisas-boas-e-nao-tao-boas-que-so-quem-tem-um-filho-pode-experimentar.htm

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